sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Reino Animal - Invertebrados



Dar aulas sobre o Reino Animal do modo convencional é uma tarefa bastante complicada. Principalmente porque a diversidade dentro deste reino é muito grande e os alunos desconhecem algumas espécies, famílias, classes e até mesmo filos inteiros. Nestes casos o uso de filmes comerciais, quadrinhos, charges e vídeos curiosos pode ajudar! E muito!

Em outubro de 2010, ministrei uma aula sobre seis filos do Reino Animal com o uso do datashow. Depois de explicar conceitos iniciais como simetria, surgimento da boca, número de folhetos e celoma, houve uma introdução sobre os filos com o uso de muitas imagens. Assim, os alunos conseguem relacionar o animal mencionado (que muitas vezes não é conhecido) com suas fotos ou ilustrações.

Em seguida, foram apresentados os filos Porifera, Cnidaria e Plathelmintes destacando aspectos da morfologia e fisiologia dos seus principais representantes. Para explicar os poríferos e cnidários foram usadas imagens das personagens Bob Esponja e a água-viva que ele caça do desenho animado “Bob Esponja – calça quadrada”. Além disso, em seguida foram exibidos dois trechos do filme “Procurando Nemo”. No primeiro, que acontece em um recife de coral, os alunos tiveram de identificar formas de vida relacionadas aos poríferos e aos cnidários e foi destacado um verme achatado marinho que também aparece neste habitat durante o filme. No segundo, foi exibido um trecho em que Marlin e Dori “esbarram” com águas-vivas e sofrem queimaduras ocasionadas por elas.



   
 Desenho animado “Bob Esponja – calça quadrada”
Exemplos de Poríferos e Cnidários


Procurando Nemo
Poríferos, corais e verme achatado marinho no recife de corais


Procurando Nemo
Águas-vivas


Para explicar os nematelmintos, foi usada uma propaganda de um remédio no qual há um diálogo entre Monteiro Lobato e o personagem Jeca Tatu, discutindo o amarelão.


Quanto aos moluscos foram usadas imagens das personagens Lula Molusco e Gary do desenho animado “Bob Esponja – calça quadrada”. Em seguida, foi exibido um trecho do filme “Piratas do Caribe – o Baú da Morte” no qual um polvo mitológico chamado Kraken ataca um navio pirata, revisando a morfologia e a fisiologia dos cefalópodes.



Desenho animado “Bob Esponja – calça quadrada”
Exemplos de Moluscos – gastrópodes e cefalópodes


Piratas do Caribe: o Baú da Morte
Exemplo de cefalópode – o Kraken

Não foi usada nenhuma mídia para exemplificar os anelídeos, mas existem algumas sugestões. O filme "A Banda das Minhocas" e um episódio do seriado Grey's Anatomy em que sanguessugas são usadas como tratamento médico (só não lembro de qual temporada =\).

Acredito que assim fica mais fácil e mais divertido compreender todos esses filos estranhos e curiosos do Reino Animal!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Encerramento Paulo Freire

Olá pessoal, gostaria de iniciar esta postagem com um breve relato pessoal, é que as atividades do Paulo Freire foram encerradas na última segunda-feira e como estou me formando é um momento de encerramento para mim também. Eu não pretendo ficar divagando muito sobre minha experiência no Biologia animada, mas quero deixar aqui um pouco do sentimento que me acompanha neste momento. Como diz me Mestre de capoeira, na vida existem ciclos que exigem fechamento, este não poderia ser diferente. Entrei para o projeto como alguém entra na graduação, sem saber muito o que se esperar. Mas tinha uma convicção bem forte de que é necessário propor novas formas de se educar e de encarar a educação. Um bom tempo se passou, foram quase dois anos de muito aprendizado, muita realização e superação. Amadureci muito neste tempo, deixei algumas tolices para trás, e começo a compreender meu papel como educador. Sei que nada disso seria possível sem a contribuição das nossas duas super-Marias. Estas que sempre estiveram presentes em todos os momentos, nos orientando, dando uns toque, nos ajudando e às vezes puxando uma orelha ou outra. Os outros bolsistas também foram fundamentais, a integração orquestrada pelas Marias gerou um grupo forte, compromissado, que se ajuda, se sustenta e que também se diverte. Não foram poucas as risadas que compartilhamos, tanto nas reuniões como em outros momentos. Eu não poderia deixar de falar também da professora Andréa, a nossa supervisora do Paulo Freire. Ela desde o início acreditou no projeto e ofereceu todo o suporte para que pudéssemos desenvolver nossas atividades. E foi muito além das suas atribuições, demonstrando que a postura de um educador ultrapassa qualquer delimitação de tempo e espaço. Finalmente e acredito eu, o mais importante para que eu me sentisse fazendo parte algo importante foram os alunos, estes sim tinham todos os motivos para perder a fé, um projeto novo, com professores inexperientes, em um horário extra-classe, quem aguenta? Ah, mas eles aguentaram e gostaram! E foi deste interesse que surgiam novas idéias, novas propostas e disposição. Acho que aqui fica uma grande lição, temos que estar sempre disponíveis para aqueles que buscam o conhecimento, acho que o projeto foi feito para esses alunos, que não se contentaram com o básico e foram buscar em outras fontes novos saberes e novas formas de aprender.

À tod@s que fizeram fazem parte do Biologia animada meu mais profundo agradecimento, eu saio mas deixo a porta aberta, com o intuito de estar disponível para aqueles que desejam mais uma vez a minha contribuição nesse projeto e em outros, pois acredito na educação e no seu poder transformador e mesmo que seja pequena, gostaria de incluir minha parcela para que possamos atingir nossos objetivos.

Para encerrarmos nossas atividades levamos a prof. Nilda Diniz da UnB como palestrante, ela apresentou novas formas de se conceituar a evolução e ajudou a fechar com chave de ouro nossas atividades, pois estávamos abordando temas de seres vivos e como dizia Dobzhansky: "Nada na biologia faz sentido senão à luz da evolução". Após a palestra tivemos um momento de confraternização, com bolos, salgados, sucos, muita animação e uma agradável surpresa, alguns alunos prepararam uma carta e uma música para nós. A carta está transcrita a seguir, a música foi gravada e será disponibilizada via youtube.

"No comecinho muitos de nós não nos conhecíamos, ficávamos cada um no seu canto. Mas o tempo foi passando, a cada aula, a cada palestra, fomos nos unindo.
Cada dia de segunda à tarde, de certa forma, se tornava um momento de alegria, além de que, aprendíamos biologia de um jeito diferente, sem aquele blá blá blá. Dinâmicas que não só nos ajudava na matéria, mas também nos ajudava a crescer.
O Guilherme, este ano, sempre esteve conosco, ensinando, mas uma das coisas que mais nos marcou foram as piadinhas, que nunca sabíamos se era piada ou não.
Já o Gabriel poucas vezes veio, mas com seu jeito simpático de ser nos cativou muito.
A professora Andréa nem precisamos dizer, todos com certeza já a conhecem na sala de aula, mas aqui tivemos uma boa surpresa, de manhã ela é uma pessoa muito rigorosa, porém aqui ela é uma pessoa super simpática, Uma pessoa surpreendente.
E hoje estamos aqui, escrevendo esta carta para dizer o quanto vamos sentir falta disso tudo, momentos que nos marcaram e nos ensinaram a dedicar inteiramente, ou quase, ao curso. Momentos com jogos, brincadeiras e risadas que só a gente entende.
O ano para muitos de nós está acabando, não só nesse curso, mas que vão embora ou porque estão no terceiro ano ou porque vão para outra escola, talvez alguns de nós não nos vejamos mais, então este é um momento especial.
Agradecemos a cada um pela dedicação que tiveram com todos nós e dizer que foi um privilégio compartilhar as tardes de segunda-feira com vocês"

É isso ai galera, vai dizer que uma demonstração dessas não nos enche de disposição e vontade de continuar se superando?

Um grande abraço

Guilherme Morales

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PIBID na SEMEX - UnB

Durante os dias 8 a 12 de novembro a UnB realizou a Semana Universitária 2010, que contou com diversos eventos acadêmicos como a X Semana de Extensão da UnB Brasília 50 Anos - “DiverCidades”, programas específicos desenvolvidos pelos Decanatos de Ensino de Graduação (DEG), o Congresso de Iniciação Científica-IC, do Decanato de Pesquisa e Pós Graduação (DPP) e Assuntos Comunitários (DAC).



Para a realização dos programas do DEG o PIBID da Biologia – “Biologia Animada” – organizou um grande encontro entre as escolas da rede pública que participam do projeto, na "tenda interdisciplinar", que foi montada atrás do Banco do Brasil e trouxe como evento diversas apresentações de paródias, poemas, esquete, um vídeo com os melhores momentos do projeto e muito mais.

Sob a direção dos PIBIDIANOS, as apresentações foram intercaladas entre apresentações dos alunos da UnB e dos alunos das escolas de Ensino Médio da rede pública que participam do projeto.

Vídeo: Guilherme e Kássia - encenam, dirigidos por outra bolsita (Cecília) um trecho de "A Vida de Galileu", de Brecht.


O evento reuniu cerca de 100 alunos do Ensino Médio das cinco escolas que participam do projeto (Centro de Ensino Médio 414 de Samambaia, Centro de Ensino Médio Ave Branca de Taguatinga – CEMAB, Centro Educacional 2 do Cruzeiro – CEDUC, Centro Educacional 03 do Guará – Centrão (CEd3), Centro de Ensino Médio Paulo Freire) acopanhados por professores das escolas.

Também participaram do encontro os 15 alunos da UnB que atuam no PIBID e as professoras supervisoras do projeto na UnB. Além disso, atraiu diversas pessoas da comuninidade que paravam para assistir o evento. E, também contou com a visita de alunos do PIBID de outros Estados brasileiros.

No vídeo: Nossa super querida professora da UnB, Maria Rita, mostrando seu talento!



Próximo de completar dois aninhos, o Biologia Animada está a todo vapor! E as apresentações na SEMEX deixaram claro que o projeto está dando muito certo e o retorno é maravilhoso.

Aqui está o vídeo da interpretação da paródia escrita por Gabriel "Pibidianos", para nosso encontro da SEMEX. No vocal, Gabriel, Ana Paula e Thais e no pandeiro, Galileu, digo, Guilherme. (a letra está logo abaixo!)



Pibidiano
Gabriel Brito e Chico Buarque

"O Pibid é um projeto muito legal
Ensinar Biologia é o que a gente quer
Usa filmes, quadrinhos, muito mais
Livros, contos e músicas, pois é!

Ele conta com a moçada animada
Da Biologia da UnB
A galera dá o gás nessa parada
E faz todo o projeto acontecer

É um projeto da Capes com a UnB
Que inicia os alunos a treinar
Lecionar nas escolas pra valer
De uma forma que dá o que falar

As Marias coordenam o pessoal
Pra que tudo dê certo pode crer
E as profêssoras dos côlégios locais
Orientam os bolsistas pra valer

Das sete às doze horas tem gente lá
fazendo o trabalho acontecer
E das duas às seis fazem também,
Porque esse povo é bom, vou te dizer

O Pibid é um projeto muito legal
Ensinar Biologia é o que a gente quer
Usa filmes, quadrinhos, muito mais
Livros, contos e músicas, pois é!

Os alunos se amarram em aprender
Da forma que queremos ensinar
Biologia Animada é assim
E é por isso é que dá o que falar"

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

III ENEBIO - Encontro Nacional de Ensino de Biologia

Entre os dias 10 e 14 de outubro de 2010, alguns dos integrantes do PIBID estiveram no III ENEBIO.



"O III ENEBIO & IV EREBIO DA REGIONAL 05 (NORDESTE) é uma iniciativa conjunta das diretorias Nacional e Regional 5 da Associação Brasileira de Ensino de Biologia (SBEnBio). O evento foi realizado nos dias 10, 11, 12 e 13 de outubro de 2010, na Universidade Federal do Ceará - UFC, em Fortaleza, com o objetivo de reunir tanto alunos e professores de Ciências e Biologia quanto pesquisadores que atuam nesta área. O tema geral do evento foi 'Temas polêmicos e ensino de biologia'."

Fonte: Associação Brasileira de Ensino de Biologia (SBEnBio) (com adaptações)

Participamos no evento com a apresentação de dois trabalhos - um pôster sobre o jogo desenvolvido pelos pibidianos do Paulo Freire (o Microbiolojogo) e as vantagens do uso de jogos em sala de aula, e uma comunicação oral apresentada pelo Gabriel sobre as preferências de estudantes de Ensino Médio com relação a livros, quadrinhos, músicas e filmes. Este último serviu como uma orientação no início dos trabalhos do Biologia animada, para que pudessemos selecionar mídias que despertassem o interesse dos alunos durante as explicações.

As apresentações dos trabalhos nos deram a oportunidade de conhecer outras pessoas que desenvolvem trabalhos semelhantes aos nossos no país inteiro, o que nos proporcionou uma lufada de ar fresco e novas idéias. Mas, também pudemos entrar em contato com maneiras de ensinar totalmente diferentes, o que acredito que deve ser sempre bem vindo.

Além das apresentações, também participamos de minicursos e oficinas que foram ministrados durante o evento. Posso dizer que, para mim, a oficina foi uma experiência maravilhosa! Eu particularmente ainda não tinha participado de nenhuma oficina e a metodologia usada, na qual produzimos algo, o que na minha opinião, facilita o aprendizado e aproxima o aluno do tema, simplesmente me encantou! Na oficina que eu participei o tema foi "Princípios de sistemática filogenética". Já o tema do minicurso foi "Da dupla hélice ao fenótipo: conectando conceitos para a construção de uma rede de conhecimentos", no qual o professor deu foco a como ensinar genética com interdisciplinariedade com outros conteúdos, como bioquímica, biofísica, etc.

A parte menos séria da viagem

Como em toda viagem, aproveitamos para conhecer Fortaleza, uma cidade muito linda e atrativa para os turistas. Conhecemos a Av. Beira Mar, matamos a saudade da praia, e é claro, nos divertimos e rimos muito!

Também aproveitamos para tirar fotos com a suposta preferência nº1 de alunos do Ensino Médio em quadrinhos (segundo o trabalho que apresentamos) - a Mônica e sua turma.



E como futuros biólogos sempre andam na praia olhando para baixo, procurando encontrar alguma coisa, por menor que seja, que já tenham estudado, taí o que encontramos:

Pessoal, a tarefa de falar por todos que viajaram (Malu, Maria Rita, Hipácia, Gabriel, Guilherme, Larissa, Pedro, Nina, Paulo Cordeiro, Paulo Canabarro, Rayane, Luiza e eu) é muito difícil. Então conto com os comentários de vocês para complementar e/ou corrigir o que eu disse.. eheuhie =)

Abraços e até a próxima postagem!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Visita à UnB

Pessoal, hoje gostaria de comentar uma troca de experiências muito boa que aconteceu entre o colégio Paulo Freire e a UnB. Mas para tanto preciso voltar um pouco no tempo e explicar nosso cronograma de atividades. De forma a diversificar nossas aulas escolhemos uma metodologia baseada em aulas teóricas, dinâmicas, utilização de mídias e palestras com professores da UnB. Esse modelo se mostrou muito interessante de ser aplicado, pois muitas vezes o aluno não relaciona o conteúdo do livro e o que é passado em sala de aula com sua aplicação e as pesquisas na área, para isso aproveitamos a presença dos professores da UnB para mostrar que a pesquisa e a construção do conhecimento em diversas áreas acontece o tempo todo. Os alunos ficaram muito satisfeitos com a possibilidade de conhecer professores universitários e sentir um pouco do gostinho acadêmico. E pela parte dos professores todos demostram grande interesse em estender esse encontro para outros momentos. Sendo assim marcamos visitas para os laborátios dos professores que outrora haviam palestrado no Paulo Freire. Devo dizer que a visita foi muito produtiva e os alunos puderam perceber que pertinho de onde estudam existem profissionais dedicados que trabalham em departamentos que são considerados referências tanto em âmbito nacional como internacional produzindo conhecimento e tecnologia que afetam diretamente nossas vidas. Nós agora acreditamos muito mais que temos que aproximar esses dois universos (escolas e universidades), pois essa troca se mostrou muito produtiva.

sábado, 16 de outubro de 2010

Reunião dos “pibidianos”


O PIBID é um projeto do MEC que visa valorizar e incentivar a licenciatura nas universidades públicas, para os cursos de ciências (biologia, física e química) e matemática. E esse projeto tem dado muito certo. Na UnB, o PIBID de Biologia tem como estratégia de ensino de forma inovadora a utilização de mídias (filmes, literatura, quadrinhos, música), por isso é chamado de Biologia Animada.

Os graduandos que participam do Biologia Animada fazem reuniões semanais para trocar informações sobre o andamento do projeto em cada escola e sobre a utilização das mídias, além do desenvolvimento de artigos para publicação, participação em congressos e oficinas. As reuniões contam com a presença das professoras supervisoras da UnB, porém, quem direciona o andamento da reunião é uma dupla de alunos, que muda todo mês.

Como são os próprios alunos que coordenam a reunião, ela acaba ficando mais dinâmica e descontraída. E para deixá-la mais animada, em algumas reuniões fazemos dinâmicas entre os participantes, como mímicas dinâmicas para reflexão individual e coletiva e outra brincadeiras que podem ser aplicadas em sala de aula, no início da aula, para deixar os alunos mais atentos.

No início da nossa última reunião, dia 08/10/10 fizemos uma dinâmica bem divertida:
Cada participante deveria iniciar uma história escrevendo uma frase em um papel e passar para o colega do lado para ele continuar a história com outra frase. A partir daí o papel era dobrado de forma que a próxima pessoa a escrever só via a última frase, e deveria continuar a história. Quando as folhas já estavam no final, todos pararam de escrever para ler cada uma das histórias ilárias.
O resultado foi:

Hoje é dia 8 de outubro e estou no NECBIO em uma reunião com o pessoal do PIBID.
Depois dessa reunião, irei encontrar meu namorado para irmos jantar...
na lanchonete da rodoviária, pois adoro ver pessoas diferentes.
Mas também gosto de ir com meus amigos, pois o pastel de lá é muito bom.
É muito melhor que o da Viçosa!!! O caldo de cana então, nem se fala! É um néctar dos deuses.
Só é preciso tomar cuidado para não exagerar!
Coca-cola com aspirina às vezes pode resultar em implosão intestinal.
Uma situação um tanto constrangedora para alguém tão recatado quanto o nosso personagem.
Mas eu acho que ele é um sem vergonha mesmo.
Atrapalha todo mundo e não se importa com ninguém!
Mas temos que compreender os problemas que levam a Pedro a tomar tais atitudes.
Já que sabemos que ele é uma boa pessoa, mas o problema é seu amigo Paulo motoca.
O cara é mó pilantrão, mas vai ser eleito o estagiário do mês... Talvez por sua elegância!
A fama pegou mesmo, não teve jeito...
Infelizmente ela lhe subiu a cabeça. Os holofotes causam estranhas sensações nos humanos. Não demorou muito e acordou morto de overdose em uma cama de hotel!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Centro Educacional 02 do Cruzeiro

Oi Pessoal,

No mês de setembro um dos temas abordados em nossas aulas foram as Técnicas Biotecnológicas que foi explorado com uma aula expositiva com slides que demonstravam as diferentes técnicas e para a fixação do conteúdo além de pedirmos para os alunos sempre repetirem os termos monstramos as aplicações a nível mais cotidiano possível, essa técnica ajuda muito aos alunos memorizarem o conteúdo.

Como de costume em nossas aulas aplicamos sempre ao seu final um teste para melhor compreensão do conteúdo, neste teste utilizamos trechos dos filmes: Homem Aranha, A Ilha e Uma Prova De Amor; charge que eu adaptei e literatura.

Paulo Cordeiro

domingo, 5 de setembro de 2010

O Amor é Cego - CEd 3 - Guará - DF


No primeiro semestre de 2010, no turno regular (horário de aula) do Centro Educacional 3 – Guará II – DF, o PIBID de Biologia da UnB utilizou o filme “O amor é chego” para trabalhar o tema “Alimentação saudável”.

A aula tinha o objetivo de revisar e complementar o conteúdo bordado sobre a composição química das células: água, sais minerais, vitaminas, carboidratos, lipídios, proteínas, e ácidos nucléicos, mostrando como esse conteúdo pode ser aplicado no dia a dia e dando subsídios para que aluno saiba discernir uma alimentação equilibrada e saudável de uma alimentação prejudicial à saúde humana.

Para trabalhar e complementar esse conteúdo foi discutido em sala de aula, com o uso de slides: O que é uma dieta equilibrada, baseada em pirâmides alimentares? Como fazer a leitura dos rótulos dos alimentos?

Além disso, os alunos fizeram o cálculo em kilocalorias de uma refeição completa de fast-food. Foram explicadas as características e estrutura da gordura trans e o mal que ela causa ao organismo (com exibição do vídeo do you tube: “Gordura Trans”) e a diferença de gordura trans e alimentos transgênicos (com a exibição de algumas charges sobre transgênicos). Também foi mostrada a diferença entre o colesterol bom (HDL) e ruim (LDL) e como essas moléculas migram nas artérias.

E ainda, como é impossível falar de alimentação saudável sem abordar o tema distúrbios alimentares, como obesidade, anorexia e bulimia. Após uma explicação sobre a obesidade causada por uma alimentação desequilibrada, além da anorexia e bulimia e os riscos que essas doenças causam à saúde. Os alunos fizeram o cálculo do índice da massa corporal (IMC). E para finalizar a aula foram exibidos alguns trechos do filme “O amor é cego”.

O filme conta a história de um homem que se importava muito com a aparência exterior das pessoas, porém ele acaba sendo hipnotizado e passa a ver apenas a beleza interior das pessoas a sua volta. Assim, ele acaba encontrando a mulher perfeita para ela, amorosa, educada, simpática e muito altruísta, porém com um corpo bem “cheinho”, mas ele, em sua hipnose, só via nela uma mulher esbelta com um corpo de modelo!

O filme é muito divertido, engraçado e romântico. Mesmo que muitos alunos já o tivessem assistido antes, muitas gargalhadas enriqueceram a aula!! Além disso, ele também é ótimo para trabalhar não apenas sobre o tema de alimentação, mas possibilita uma conversa com os alunos sobre estereótipos sociais e sobre respeitar as pessoas sem julgá-las pelas aparências físicas.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Centro Educacional 02 do Cruzeiro

Na terceira semana de junho preparamos uma aula de divisões celulares para os primeiros anos do Centro Educacional 02 do Cruzeiro. Antes de iniciar a explicação, entregamos o material(resumo) e perguntamos qual a noção que eles tinham sobre o conteúdo. "Divisão celular é quando a célula se divide", obviamente recebemos tal resposta em todas as turmas.
Bom, após mostrarmos alguns exemplos de situações em que essas divisões ocorrem (crescimento ósseo, regeneração da pele, formação de gametas e outros), explicamos os conceitos de haploidia e diploidia( em várias espécies) para que o "n" e o "2n" fizessem sentido para os alunos, já que a maioria estavam vendo isto pela primeira vez. Assim que eles demonstravam confiança para prosseguir, partíamos para as fases das divisões e apresentávamos a seguinte frase: "ProMeta Ana Telefonar". Desse modo, eles gravavam as quatro fases sem dificuldade(prófase,metáfas,anáfase e telófase). Por meio de um site, mostramos todas as fases destacando as diferenças entre meiose e mitose. Durante a aula fizemos com que os alunos repetissem os novos termo constantemente afim de fixarem o conteúdo. Na avaliação utilizamos vídeos e animações onde deveriam dizer o tipo de divisão que estava ocorrendo. Cenas do filme "Ligeiramente Grávidos" e vídeos encontrados no YouTube constituíram o teste. Ao final da atividade, todos os alunos avaliaram positivamente a aula.
*Os vídeos encontrados no YouTube foram editados por nosso colega Paulo Cordeiro,que substituiu ou adicionou uma trilha sonora que agradam os alunos para tornar a Biologia mais Animada!


Thaís Carvalho e Equipe do Centro Educacional 02 do Cruzeiro

terça-feira, 13 de julho de 2010

Atividades Ambientais

Olá galera do blog,

estamos devendo um post aqui sobre as atividades que estão sendo desenvolvidas no Paulo Freire...
Bom, no período da manhã, onde estamos trabalhando quinzenalmente com os alunos, já fizemos uma série de atividades diferentes desde o início do ano!
Começamos a trabalhar o meio ambiente, concentrando nossos esforços em um assunto de grande importância para todos nós: lixo!

O filme(/documentário)Ilha das Flores foi a primeira mídia utilizada... Como ele dura aproximadamente 10 minutos, após o filme os alunos responderam a algumas perguntas, como "Quem são os responsáveis pelos problemas sócio-ambientais apresentados na Ilha das Flores?" e "O que poderia ser feito para se acabar com esse problema?". A maioria gostou do filme (pelo menos foi isso o que escreveram!). Pedimos aos alunos que elaborassem uma paródia musical tratando do assunto abordado no filme e apresentassem na aula seguinte, onde também trabalhamos a música "Comida" (Titãs), relacionando a situação vivenciada pelos habitantes da Ilha das Flores com as necessidades fundamentais dos seres humanos, o que gerou um debate interessante nas turmas (em algumas foi bem mais interessante que em outras, como já podemos prever a partir das nossas experiências em sala!!!).
Na terceira aula após o filme, aproveitamos o desastre ambiental/social acontecido no estado do Rio de Janeiro e fizemos uma discussão relacionando esse problema com os assuntos trabalhados em sala!
No segundo bimestre passamos o filme Wall-E para os alunos, que fala por si só a respeito do que nós podemos fazer com o nosso planeta. Novamente fizemos uma discussão, mais aprofundada que a primeira, sobre o que o filme pode nos ensinar sobre meio ambiente e, no mesmo dia, mandamos uma atividade de pesquisa para casa. O aluno deveria responder como é feita a coleta de lixo em sua cidade, se há separação de lixo, qual o destino dos materiais coletados, qual é o custo para o governo e qual a produção diária de lixo por habitante.
Nas aulas seguinte trabalhamos com as informações pesquisadas pelos alunos e pudemos ter uma noção mais clara da compreensão prática deles sobre esse assunto. Em algumas turmas foi falado sobre formas de armazenagem de lixo (aterro sanitário, controlado e lixão) e seus efeitos para o meio ambiente, e no final do semestre fizemos uma roda para avaliarmos a real importância do lixo para nós. Perguntamos também se os alunos haviam feito alguma mudança em suas práticas relacionadas ao lixo e aproveitamos para coletar ideias para o próximo semestre.
Resumidamente, foi isso o que aconteceu na parte da manhã!!!

Grande abraço,
Gabriel

sábado, 3 de julho de 2010

A Corrente do Bem

O filme A Corrente do Bem nos conta sobre um menino da sétima série que transforma um trabalho de estudos sociais em um projeto que mudaria a vida de muitas pessoas. Ele acredita que é possível melhorar o mundo a partir da ação voluntária de cada um. Trevor, o protagonista, cria a corrente do bem que é baseada em três premissas: fazer por alguém algo que este não pode fazer por si mesmo; fazer isso para três pessoas; e cada pessoa ajudada fazer isso por outras três. Assim, a corrente cresceria em progressão geométrica: de três para nove, daí para 27 e assim sucessivamente.
O que tem a ver esse filme com biologia? Como o nosso tema, no CEMAB, era meio ambiente e estávamos programando uma visita à cooperativa de reciclagem, decidimos passar o filme como demonstração aos alunos de que pequenos atos podem ter como conseqüência grandes transformações.
Após o filme discutimos com os alunos quais “grandes favores” poderíamos fazer para o mundo, começando com pequenas mudanças em nossos hábitos diários, focando o meio ambiente, como consumir menos, trocar copos descartáveis por reutilizáveis, separar o lixo residencial, fazer o descarte de lixo corretamente entre outras idéias.
Na semana seguinte, levamos os alunos a cooperativa 100 Dimensão onde eles conheceram todo o processo de separação feito com papel, plástico, vidro, outros materiais, o destino do material, as pessoas que trabalham com isso, sua rotina, os projetos sociais, e propomos o inicio da coleta seletiva na escola, separando material seco como papel e garrafas pet de outros tipos. Os alunos adoraram a idéia, mas ainda não começamos devido ao recesso, pretendemos iniciar a coleta logo que as aulas retornarem.
Em avaliação sobre o que eles acharam da atividade, os comentários foram positivos como “Gostei muito do passeio para a cooperativa. Foi uma forma divertida de aprender um pouco mais sobre reciclagem” e “Eu aprendi cuidar do meio ambiente quando fizemos uma excursão ao 100 Dimensão, pois eles ensinaram o valor que o lixo tem na vida das pessoas”.

Sorte grande!



Desde o início dos trabalhos com Embriologia, nós do Guará, gostaríamos de poder levar nossos alunos ao cinema. Mas para isso, seria necessário que houvesse algum filme em cartaz relacionado ao tema do curso. Como de início não havia nenhum, seguimos em frente com o conteúdo utilizando diversos filmes e outras mídias no ambiente de sala de aula mesmo. Foi então que lá pela 10ª aula ficamos sabendo sobre um filme que iria estrear em junho de 2010 chamado "Plano B". O filme conta a história de uma mulher, Zoe, que decide fazer uma inseminação artificial pois, apesar de não ter encontrado "o cara ideal", queria muito ser mãe. "Se apaixonar*. Casar. Ter um filho. *Não necessariamente nessa ordem" resume o enredo do filme, pois logo após ter feito a inseminação artificial, Zoe conhece Stan e se apaixona por ele.

Digo que tiramos a sorte grande porque, somente após muitas discussões sobre gravidez e assuntos correlacionados, o filme foi lançado, e então na nossa 13ª aula, no dia 24/06, é que fomos ao cinema. Desta maneira, o filme serviu para revisar e fixar alguns dos conteúdos que já tínhamos trabalhado em sala de aula, como gametogênese, fecundação, anexos embrionários, gravidez gemelar, tipos de parto (normal e na água - sobre os quais já tínhamos mostrado vídeos na aula de partos, inclusive no filme "Ligeiramente Grávidos") e principalmente sobre as alterações hormonais, físicas, psicológicas e as responsabilidades que uma gravidez e consequentemente os filhos trazem para a vida dos pais (assunto que trabalhamos com o filme "Nove Meses").

A experiência deu muito certo, pois aproximadamente vinte e quatro alunos puderam comparecer, o que representa a maioria dos que continuaram no curso. O gênero do filme também ajudou muito, pois, por ele ser muito engraçado, os alunos se identificaram. Eles se divertiram e aproveitaram o passeio, tanto no sentido lúdico quanto para aprimorar o aprendizado, e isso nos deu uma grande satisfação! Com certeza iremos repetir em outras oportunidades!

Crescimento e amadurecimento




Quem, entre aqueles que liam e gostavam dos gibis da Turma da Mônica, como eu, não pensaram: "Como seria legal ler uma história com todos mais velhos" ou "Quantas vezes a Mônica vai comemorar seu aniversário de 7 anos"? Em 2008 a Editora Maurício de Sousa lançou a Turma da Mônica Jovem, que atende aos sonhos de todos os fãs da Turminha. Essa nova proposta traz histórias adaptadas ao estilo mangá - que visivelmente agrada mais essa nova geração de crianças, adolescentes e jovens - portanto utiliza uma linguagem, tanto visual quanto escrita, bastante diferente do que os leitores estavam acostumados. É realmente uma proposta ousada e inovadora! Além disso, é muito interessante ver como o desenho das personagens mudou sem perder algumas características individuais que nos encanta em cada uma e ajuda a identificá-las.

Esse novo estilo pode ser aproveitado pelos professores de Biologia que querem trabalhar com alterações hormonais antes e durante a adolescência. A primeira edição da série destaca no seu início todas as mudanças psicológicas e físicas que ocorreram com a Mônica, o Cascão, a Magali e o "Cebola" (não mais Cebolinha!!). No Guará, utilizamos a história "Onze coisas que as garotas amam!!", que em seu enredo tem uma parte em que a mãe da Mônica explica sobre o que são os hormônios e as consequências de sua atuação no corpo das adolescentes. Então, fizemos a leitura dessa história com os alunos, pedindo voluntários para ler as falas de uma personagem específica, introduzindo assim o assunto de hormônios e ciclo menstrual que tratamos depois em uma aula expositiva.



Foi a primeira vez que usamos uma história em quadrinhos no Guará, o que provocou agitação entre os alunos, que além de se interessarem pelo conteúdo, ainda gostaram de ver o que aconteceu com a nossa tão querida Turminha.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A ILHA- Filme








O Filme A Ilha é uma ótima oportunidade de discutir sobre questões científicas, éticas, culturais e religiosas ligadas à clonagem humana já que o debate sobre a engenharia genética ganhou mais espaço a partir do nascimento, em 1996, de Dolly, o primeiro mamífero clonado. A ovelha morreu em fevereiro de 2003, mas as pesquisas e controvérsias em torno da clonagem estão apenas começando.O longa-metragem se passa em torno do personagem Lincoln que sonha em ser escolhido para ir para "A Ilha" – dita o único lugar descontaminado no planeta. Mas Lincoln logo descobre que tudo sobre sua existência é uma mentira. Ele e todos os outros habitantes do complexo são na verdade clones cujo único propósito é fornecer “partes sobressalentes” para seus humanos originais. Entendendo-se o conhecimento científico como
uma das fontes e formas de interpretar a realidade, o filme propicia aos alunos um diálogo
entre diferentes formas de conhecimento, fazendo uma ponte entre ficção e realidade, fortalecendo a sala de aula como espaço de discussão e reflexão,entre elas:Quais valores são possíveis de perceber nos clones? Que fatores éticos o filme aborda?Como me posiciono sobre o transplante de órgãos a partir de clones, como retrata o filme?Que conceitos genética e de biotecnologia posso abordar?
.Enfim, '' A Ilha'' é um excelente recurso didático onde podemos debater diversas questões não apenas biológicas,mas também éticas acerca de uma assunto tão polêmico.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

C.E.M. 414 de Samambaia



Estamos terminando os trabalhos na Samambaia. Durante o semestre abordamos os assuntos de Meio Ambiente, Evolução e Genética de uma maneira mais diferente, descontraída e divertida utilizando música, filmes e quadrinhos.

No primeiro ciclo, Meio Ambiente, utilizamos o filme ‘’Os sem floresta’’, alguns quadrinhos e charges falando sobre o desmatamento e a invasão do homem no ambiente natural. No final do ciclo os alunos também fizeram quadrinhos e charges falando sobre o conteúdo visto.

No segundo ciclo, Evolução, trabalhamos com o filme X-men falando sobre a evolução das espécies dando foco no ser humano. Fizemos um jogo dos erros com o filme 10000 AC mostrando os erros históricos e evolutivos do filme e no final os alunos produziram um jornal que colocamos no mural em exposição.

No terceiro ciclo, Genética, vimos o filme Gattaca e o discutimos. Estamos no final desse ciclo e nessa ultima aula antes do encerramento (onde estarão expostos todos os trabalhos) os alunos trabalharão com a música ‘’Malditos cromossomos” da Pitty e em seqüência farão uma música que fale sobre genética.



Os alunos estão gostando muito pois estão se divertindo enquanto aprendem, quebrando um pouco essa rotina de quadro e giz. E o melhor disso é que além de ensinar nós também aprendemos.
Pedro Henrique

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Música e (é) matemática!





O vídeo acima vai levar todos os que se deixam tocar pela música e pela ciência em estado de encantamento. Trata-se de uma demonstração feita por Bobby McFerrin, cantor e compositor britânico radicado nos EUA, sobre a escala pentatônica, num debate entre ele e três neurocientistas, realizado no World Science Festival.

Meus estudos de música já aconteceram há muitos anos, e tive que buscar informações para me lembrar do que eram as escalas pentatônicas. Para quem quiser saber mais e melhor sobre elas, sugiro o link da wikipédia em inglês. Ele é mais completo do que o verbete em português que, entretanto, dá uma idéia bastante boa do que se trata. Basicamente, as escalas pentatônicas (que McFerrin não explica, mas demonstra, em sua apresentação) são escalas formadas por cinco notas ou tons musicais, muito usadas na música folclórica e popular de diversos países, no rock e no jazz. A razão de seu sucesso é o fato de serem tão intuitivas, como nos mostra McFerrin de maneira encantadora e simples. Ele começa a demonstração ensinando duas notas para o público e quando percebe que todos repetem o que foi solicitado, sem hesitação, propõe um teste, que revela que, já sabendo o que fazer, os cérebros das pessoas do público foram capazes de antecipar o som da terceira nota, que ele não canta. Em seguida, McFerrin vai tornando a melodia mais complexa, por meio do mesmo método, produzindo um irrefreável encantamento em quem assiste.

McFerrin quer mostrar que parece que existem, em nosso cérebro, mecanismos inatos que produzem expectativas a respeito de coisas que ainda não vimos (ou escutamos). Encontrei outro post muito interessante sobre o assunto no blog de divulgação científica Ciência na Mídia, no qual a autora, Tatiana Nahas, uma neurocientista, compara as expectativas auditivas às clássicas expectativas visuais.

A apresentação pode ser usada em aulas de matemática (para falar das escalas pentatônicas e de Pitágoras, a quem elas são atribuídas) e neurociências. O professor de música , sem dúvida, ficaria feliz de participar do projeto. Mas pode, mais do que tudo, ser usada para provocar o mesmo encantamento que senti em todas as cento e cinquenta vezes em que o assisti.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Criação de quadrinhos

O projeto Biologia Animada procura utilizar diversos tipos de mídias para ensinar Biologia. Entre estas mídias estão as histórias em quadrinhos (HQs), úteis para nós porque levam aos alunos um mundo ilustrado e colorido, com diálogos simples e divertidos. Porém, elas normalmente são menos exploradas devido à dificuldade de encontrar histórias prontas que abordem o conteúdo que se deseja utilizar em sala de aula. No Guará mesmo, nós trabalhamos com Embriologia e estamos achando difícil encontrar HQs com mulheres grávidas (inclusive aceitamos sugestões ^^). Por isso, muitos de nós já pedimos para que os próprios alunos produzam algum tipo de história em quadrinhos relacionadas com os conteúdos dos cursos, pois assim, além de solucionar as dificuldades citadas acima, ainda estimulamos a criatividade destes alunos.

 
Pensando nessas situações em que pedimos aos alunos para produzir, venho trazer algumas sugestões de ferramentas para a criação de quadrinhos. As ferramentas atuais são amplas, basta pesquisar no Google para verificar. O site Baixaki, por exemplo, oferece várias sugestões de programas que podem ser baixados no próprio site, além de outros mecanismos de criação de quadrinhos on-line. Uma das sugestões que ele oferece é o site Pixton. Esse site é revolucionário para todos aqueles que não tem habilidade em desenhar, pois permite a criação de personagens e a edição das características e das expressões faciais e corporais desses personagens. Você pode, por exemplo, usar o mesmo personagem em quadrinhos seguidos, e com apenas um clique mudar suas expressões. Uma das limitações desse site é que ele fica sempre oferecendo alguns itens de desenho para comprar, porém é possível criar histórias excelentes com os itens gratuitos. Abaixo tem um exemplo de quadrinho que eu criei usando o PIXTON. Saiba mais sobre os recursos do Pixton aqui.

 
 
Mas eu aconselho que antes de incentivar os alunos a começarem a produção, devemos orientá-los sobre algumas regras básicas dos quadrinhos. No site Divertudo podemos encontrar uma animação com algumas dessas regras. Uma dica que não é comentada nesse site é sobre o fluxo de leitura dos quadrinhos, que é uma das regras mais importantes. Por convenção, os quadrinhos ocidentais (pois os mangás são diferentes nesse quesito) são sempre orientados e lidos da esquerda para a direita e então de cima para baixo. Os próprios leitores já internalizaram essas regras, e as seguem sem perceber. Para balões de fala também há um fluxo internalizado: a primeira fala vem acima, e as seguintes em baixo, na ordem, mesmo que o primeiro personagem a falar seja o da direita. Tudo isso para evitar configurações confusas de leitura, como a exemplificada abaixo:

 

 
Para dicas como a acima e para quem tiver interesse em se aprofundar na fabricação de HQs, um livro que ensina algumas dicas de forma dinâmica é o "Desenhando Quadrinhos" de Scott McCloud. Este livro ensina a:
  • Escolher os momentos certos para dar clareza e força a suas idéias;
  • Enquadrar ações e guiar os olhos do leitor ao longo das páginas;
  • Escolher palavras e imagens que se intercomuniquem;
  • Criar personagens variados e atraentes;
  • Dominar a linguagem corporal e as expressões faciais;
  • Criar mundos ricos e críveis para seus leitores explorarem;
  • Escolher as ferramentas certas para você;
  • Navegar pelo vasto mundo de estilos e gêneros de quadrinhos.

 
 
Claro que não podemos subestimar os quadrinhos criados à mão e não podemos desestimular aqueles que quiserem fabricar suas histórias dessa maneira. Porém para aqueles que não tem habilidades para desenhar e a criatividade borbulhando, as dicas acima são muito válidas.

 

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sobre assuntos polêmicos.


Conversar sobre assuntos polêmicos é sempre muito difícil e acaba não levando a conclusão alguma, porque sempre tendem a gerar opiniões diversificadas, seja por razões políticas, ideológicas, por dogmas, etc…
Se conversar sobre tais assuntos é difícil imaginem o que não será dar uma aula sobre um tema polêmico, que envolva questões religiosas, como a teoria da evolução; o aborto; o uso de camisinha, condenado por algumas Igrejas; a utilização de embriões na pesquisa e na terapia com células-tronco, entre outras.
O professor tem que ser muito responsável nesse momento, pois ele, às vezes inconscientemente, acaba se transformando em um formador de identidade e, por conseqüência, de opiniões. Esse professor tem que agir de modo a não induzir o aluno a ter um pensamento idêntico ao seu. Nesse caso, cabe ao professor simplesmente expor todos os fatos, os dois lados da moeda, e deixar o aluno pensar por si só e construir uma opinião própria.
No dia 29 de abril, nós do Ced. 03 do Guará passamos por isso. O tema que estamos trabalhando nesse semestre é embriologia, e ao chegarmos na parte de segmentação e gastrulação, não podíamos deixar de falar sobre células-tronco.
A grande dúvida que surgiu com a descoberta do poder dessas células é a seguinte: ” A partir de qual momento um aglomerado de células pode ser considerado vida?”. Muitas Igrejas condenam duramente a utilização de embriões nas pesquisas por considerarem-na um assassinato. Até dentro da própria comunidade científica surgiram divergências sobre as questões éticas envolvidas nessas pesquisas.
Então tínhamos que tratar esse assunto com muito cuidado para não induzirmos os alunos a nenhuma conclusão precipitada a respeito de um ponto tão delicado. Nesse contexto, resolvemos dar uma boa aula sobre essas células, abordando a sua biologia, quais a principais células, onde podemos encontrá-las e principalmente a importância delas, os tratamentos já existentes, o andamento das pesquisas em outros países e as descobertas mais recentes. Em relação à polêmica, explicamos qual o motivo das discussões, as alegações dos dois lados, e mostramos aos alunos diversas perguntas feitas por alguns dos protagonistas desse embate:
· "Será que é mesmo certo utilizarmos uma vida humana para salvar outras?"
· "O que define uma vida humana?"
· Será que um "aglomerado de células" é uma "vida"?
· A maioria das religiões considera "morto" um ser cujo cérebro parou de funcionar. Por que considerar um embrião como "vivo" se ele ainda nem possui neurônios?
E para saber a opinião dos alunos fizemos a seguinte atividade, exibimos algumas charges sobre o tema e pedimos para cada um deles escrever em uma folha de papel uma crítica para cada charge. Dessas charges, uma menospreza a inteligência dos políticos, outras criticam a Igreja e seus dogmas, e uma delas, em especial, ataca severamente as crenças e seus seguidores.
Em relação a essa charge, vista acima, aproximadamente 80% dos alunos simplesmente escreveram a mensagem que a charge trazia, não expressando uma opinião pessoal sobre ela. Dos 20 % que realmente fizeram uma crítica, somente cerca de 25% foram contra a opinião do chargista e 75% contra a opinião da Igreja. Entre esses comentários, tivemos alguns que se destacaram. Ei-los:
“Ela afronta a religião. Isso mostra como o uso das células-tronco traz conflito para a sociedade.”
“Deve-se usar a lógica e não as crenças herdadas ou construídas.”
“As crenças, ou seja, a Igreja, está decaindo por causa das inovações da tecnologia.”
“....é mais convincente a RAZÃO do que algo mítico, religioso, algo que não se comprova cientificamente. A razão é palpável, visível, na religião só se tem fé.”
Esses resultados, apesar de serem considerados numericamente inexpressivos, podem sinalizar uma mudança de pensamento em relação as outras gerações.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Você é um animal, Viskovitz


Oi pessoal, hoje gostaria de apresentar-lhes o livro "Você é um animal, Viskotivz", obra de um biólogo russo de descendência italiana chamado Alessandro Boffa . Esse livro traz de forma inusitada, biológica e muito divertida as aventuras de Viskovitz e sem dúvida é um prato cheio para biólog@s e professores. Na verdade Viskovitz é o personagem que encarna em diferentes tipos de seres vivos, desde microorganismos até cães farejadores da polícia. O que mais me entreteu no livro de Alessandro é a mescla entre conceitos biológicos (corretíssimos, devo dizer de passagem) e a antropomorfização dos personagens, de forma que você possui um romance e um "pseudo livro-texto". Agora no tocante as aulas observei diversas possiblidades para esse romance. E até pontuo algumas aqui, aliás, um ponto forte do livro é que ele é divido em contos, portanto sua leitura é fluida e permite trabalhar diferentes contos com diferentes grupos. Voltando as possibilidades do livro ele é ótimo para trabalhar zoologia, pois apresenta morfologia, comportamento, reprodução, fisiologia entre outros e também é ótimo para exigirmos um pouco mais da leitura dos alunos, pois, apesar de não se de difícil compreensão utiliza conceitos e palavras pouco conhecidas aos alunos. Quando do momento que o utilizei na sala de aula pedi aos alunos para listarem as palavras que não conheciam ou que não entendiam. Engraçado, ou preocupante, foi ver que pelo menos um quarto das palavras listadas não possuíam relação próxima a biologia (p.e. heresia). Na verdade eu utilizei o livro em uma aula de produção de contos, tendo como base os exemplos de contos que eu levei. Acredito que escrevendo um conto de forma mais livre, do ponto de vista literário, porém embasado em conceitos das ciências naturais promove a criatividade e a edificação do conhecimento para o aluno, e ainda diminui a "taxa" de copiar e colar e exige que o aluno compreenda o conteúdo de forma a criar uma estória coerente.

Abaixo deixo dois trechos do livro:

Tínhamos ficado sozinhos naquela crosta de gelo à deriva, na noite polar. Liuba virou-se e disse:
"Meu amigo, gostaria que você botasse a nossa conversa preto no branco."
Expliquei-lhe que não era possível, que eu era um pingüim. Para mim, "botar preto no branco" significava, no máximo, fazer outros pingüins. E além disso eu tinha mais em que pensar.
Um mês depois, eu ainda estava ali, imóvel, com um ovo debaixo da barriga, recordando.
Eu é que tinha puxado a conversa...


"Como era o papai?", perguntei à minha mãe.
"Crocante, um pouco salgado, rico em fibras"
"Antes que você o comesse, quero dizer"
"Era um sujeitinho inseguro, ansioso, neurótico, mais ou menos como vocês todos, os machos, Visko.
Mais do que nunca, eu me sentia próximo daquele genitor que não conhecera, que havia se dissolvido no estômago de mamãe enquanto eu era concebido. De quem não tinha recebido calor, mas calorias. Obrigado papai, pensei. Sei o que significa, para um louva-a-deus sacrificar-se pela família.


Gostaria também de lembrar que este livro encontra-se disponível em nosso humilde acervo.

Abraços

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Centro Educacional 02 do Cruzeiro

Oii Pessoal!! =)

Nos terceiros anos, a equipe do Centro Educacional 02 do Cruzeiro preparou uma aula com "agitação" e conteúdo! Para isso, contamos com algumas animações que foram editadas ou produzidas por nós. A pedido da professora, elaboramos uma espécie de revisão, que abrangia assuntos de genética e divisões celulares. Na explicação de mitose e meiose, utilizamos um site que mostrava passo-a-passo e de maneira bem divertida, essas divisões. Já na parte de genética, demos destaque às características condicionadas por um par de genes, especificando quais eram recessivas e quais eram dominantes. Através de fotos dos famosos mais admirados por eles, fomos demonstrando tais características.... e é lógico que conseguimos arrancar suspiros(e gritos, na maioria das vezes...rsrs) quando aparecia a foto da Angelina Jolie com seus lábios exuberantes ou do Taylor Lautner com covinhas (ator de Sharkboy e Lavagirl; e Crepúsculo).

Bom, assim que os ânimos se acalmavam... prosseguíamos a aula com um exemplo de cruzamento entre híbridos(animação criada por nós), considerando os lóbulos das orelhas do casal... e tínhamos um resultado meio inesperado dentre as possibilidades:

Após o momento de descontração, iniciávamos a avaliação, como de costume!

Nesta avaliação, usamos alguns vídeos do youtube sobre divisões celulares, que inicialmente estavam com legendas.. Entçao resolvemos descartar o áudio, e colocar em seu lugar músicas que trouxessem mais animação e fizessem com que os alunos focassem a atenção nas imagens apresentadas... e pelo visto funcionou muuito bem... utilizamos desenhos imagens gerais de heranças;
Depois disso alguns trechos do Livro "O Código Da Vinci" foram selecionados para que eles identificassem as características dominantes e recessivas presentes no texto.

E assim, concluímos mais uma missão na escola =) Conciliando diversão e produtividade!

Abraços,
Thaís Carvalho e Equipe do Centro Educacional 02 do Cruzeiro.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Centro Educacional 02 do Cruzeiro

Na semana do dia 26/04, nós alunos do PIBID do Centro Educacional 02 do Cruzeiro(CEDUC) demos aula para as turmas do 1º ano sobre organelas. A professora já havia introduzido o assunto, mas em função da diversidade de termos, imagens e funções solicitou que colaborássemos com o auxílio de algum recurso multimídia. Levamos os alunos ao laboratório de informática, com acesso a internet. utilizamos um site muito interssante e didático http://www.planetabio.com.br/; muitas animações bem elaboradas explicam bem didaticamente sobre todas as estruturas celulares. Após as explicações, os próprios alunos manusearam em cada computador as animações e identificaram oralmente, as organelas e suas funções. Elaboramos uma avaliação com imagens de filmes, quadrinhos, animações que continham situações associadas ao funcionameento normal ou irregular de determinadas organelas. Os alunos devereiam reconhecer e indicar o nome da organela associada. Foi uma aula muito produtiva, pois muitos nem sabiam como pronunciar algumas organelas, muito menos reconhecê-las dentro das imagens estáticas dos livros didáticos. A dinâmica das animações e das imagens facilitou a identificação das estruturas, bem como o entendimento das funções.


Abaixo algumas avaliações dos alunos:

"Essa aula foia a melhor aula de biologia, ... entendi todas as funções e nomes de cada organela.Aprendi os nomes que considero difícil."

"A aula de biologia, vendo imagens, favoreceu o melhor entendimento sobre as organelas e suas funções dentro da célula, por isso foi muito boa."

"Achei essa aula no laboratório de informática mais interessante do que as aulas em sala de aula, deveriam ter mais aulas assim como hoje."

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Centro Educacional 02 do Cruzeiro



Na semana do dia 01/03/2010 nós do Centro Educaciona 02 do Cruzeiro (CEDUC) demos uma ula sobre doenças virais para as turmas do 2º ano. A professora já tinha introduzido o assunto, mas fomos reforçar. Primeiramente explicamos as principais doenças virais, gripe, catapora, sarampo, poliomelite, rubéola, caxumba, varíola, febre amarela, hidrofobia(raiva), hepatites(A,B e C) e Aids e em seguida passamos as músicas Zé Meningite - Revelação e Pulso - Titãs. Entregamos duas fichas com a letra das músicas e a outra com uma tabela de agentes causadores para os estudantes completarem com as doenças de cada agente. Eles ouviram as músicas uma vez, e na segunda pedimos para que eles identificassem somente as doenças virais dentre todas as outras, e na terceira vez ouvimos e corrigoms com eles. Eles adoraram, pois não sabiam que existiam músicas com nomes de doenças. Foi uma aula bem animada, e todos os alunos saiam de sala cantando as músicas, o que favoreceu na fixação do vocabulário microbiológico. As músicas seriam utilizadas posteriormente para os demais grupos de microorganismos.