Sabemos que o ser humano não utiliza nem 30% de sua capacidade cerebral, como seria a nossa vida se conseguíssemos utilizar 100% dessa capacidade?
A história fictícia do filme Sem Limites (Limitless) conta exatamente isso. Eddie Morra (Bradley Cooper) é um escritor fracassado e sem criatividade que tem acesso a uma droga que permite o uso total da capacidade cerebral. Sua percepção do mundo e sua vida mudam completamente, ele se torna incrivelmente inteligente, se lembrando de tudo que já viu e ouviu, aprendendo novas línguas em pouco tempo e dominando cálculos complexos. Para se manter assim ele precisa usá-la todo dia, logo o vício e os efeitos colaterais da droga passam a ser um problema para Eddie.
Utilizamos esse filme no Paulo Freire para trabalhar o conteúdo Sistema Nervoso e o tema transversal do uso de drogas. Os alunos receberam um roteiro com questões que os direcionavam a prestar bastante atenção em determinadas partes. Os alunos se interessaram e ao fim fizeram várias perguntas sobre drogas e seus efeitos. Eles gostaram da atividade e a aula foi bem produtiva!
O vídeo acima vai levar todos os que se deixam tocar pela música e pela ciência em estado de encantamento. Trata-se de uma demonstração feita por Bobby McFerrin, cantor e compositor britânico radicado nos EUA, sobre a escala pentatônica, num debate entre ele e três neurocientistas, realizado no World Science Festival.
Meus estudos de música já aconteceram há muitos anos, e tive que buscar informações para me lembrar do que eram as escalas pentatônicas. Para quem quiser saber mais e melhor sobre elas, sugiro o link da wikipédia em inglês. Ele é mais completo do que o verbete em português que, entretanto, dá uma idéia bastante boa do que se trata. Basicamente, as escalas pentatônicas (que McFerrin não explica, mas demonstra, em sua apresentação) são escalas formadas por cinco notas ou tons musicais, muito usadas na música folclórica e popular de diversos países, no rock e no jazz. A razão de seu sucesso é o fato de serem tão intuitivas, como nos mostra McFerrin de maneira encantadora e simples. Ele começa a demonstração ensinando duas notas para o público e quando percebe que todos repetem o que foi solicitado, sem hesitação, propõe um teste, que revela que, já sabendo o que fazer, os cérebros das pessoas do público foram capazes de antecipar o som da terceira nota, que ele não canta. Em seguida, McFerrin vai tornando a melodia mais complexa, por meio do mesmo método, produzindo um irrefreável encantamento em quem assiste.
McFerrin quer mostrar que parece que existem, em nosso cérebro, mecanismos inatos que produzem expectativas a respeito de coisas que ainda não vimos (ou escutamos). Encontrei outro post muito interessante sobre o assunto no blog de divulgação científica Ciência na Mídia, no qual a autora, Tatiana Nahas, uma neurocientista, compara as expectativas auditivas às clássicas expectativas visuais.
A apresentação pode ser usada em aulas de matemática (para falar das escalas pentatônicas e de Pitágoras, a quem elas são atribuídas) e neurociências. O professor de música , sem dúvida, ficaria feliz de participar do projeto. Mas pode, mais do que tudo, ser usada para provocar o mesmo encantamento que senti em todas as cento e cinquenta vezes em que o assisti.
Bom, no dia 03 de novembro encerramos as atividades com os alunos do terceiro ano no Centro Educacional 02 do Cruzeiro. À pedido da professora, elaboramos uma aula bem dinâmica sobre o Sistema Nervoso.
Ao nos reunirmos para prepará-la, percebemos que desta vez seria interessante envolver todas as mídias, e assim o fizemos. Exploramos ao máximo os recursos oferecidos pela escola, incluindo alguns modelos tridimensionais das estruturas do SN. Como de costume, fizemos um exercício ao final da aula(fato que ajuda bastante no comportamento dos alunos durante a explicação, eles ficam baseadas nos trechos de filmes, - "Óleo de Lorenzo", "Vida de Inseto"- animações, músicas, poemas e histórias em quadrinhos que eram apresentadas simultaneamente.
O resultado obtido foi excelente, pois além do interesse e participação demonstrado pelos alunos, tivemos um índice de acertos superior a 85% na atividade!
E claro ... os alunos não foram os únicos que ficaram felizes com os resultados obtidos... a equipe do CEDUC sentiu que o trabalho foi gratificante e que alcançamos o objetivo esperado!
A seguir a avaliação dos alunos quanto à aula (total de 86 alunos) de acordo com os termos abaixo:
*Nenhum aluno avaliou negativamente a atividade.
Esses são alguns dos comentários:
"A aula foi muito boa, teve um rendimento e um aproveitamento muito maior que qualquer outra aula, e realmente a turma conseguiu aprender o que foi proposto"
"Um método de aula muito eficiente. Será muito bom ter outras aulas como essa."
"A aula foi diferente, mais animada"
"Aula estimulante"
"Achei a aula muito produtiva e interativa, gostei e aproveitei ao máximo a matéria"
"Adorei a aula, foi super produtiva"
"Diferente. Aulas assim são legais, pois podemos visualiza o que estamos aprendendo"