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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Uma experiência única!

     No dia 28/06 foi ministrada uma aula sobre abusos que podem ser realizados contra uma criança, no Centro de Ensino Médio Paulo Freire. Nesta data em especial a aula foi dada sem a professora orientadora, pois essa não podia estar presente, sendo ministrada por dois alunos: Sthephanie e Thiago.


     Na aula foram usados poucos slides e diversos vídeos que mostravam casos de abusos que haviam sido noticiados em telejornais, os alunos gostaram deste formato de aula, que priorizou mostrar o conteúdo de forma exemplificada e menos descritiva. Também foi distribuída uma imagem da turma da Mônica que continha os ideais básicos do estatuto da criança e do adolescente para que os alunos lessem e levassem para suas casas. O ponto alto da aula, no entanto, foi o jogo de mímica realizado depois do conteúdo ser ministrado.



     O intuito da mímica era ver se os alunos conseguiriam criar cenas com os temas da aula e se conseguiriam reconhecer que tipo de abuso estavam presenciando. A sala foi divida em grupos aleatórios e haveria uma premiação surpresa no fim. O jogo no entanto saiu do clima comum de sala de aula e passou a ser uma brincadeira na qual eles competiam sem muito pudor como se estivessem em suas casas.



     A aula foi realmente gratificante, pois todos os alunos, mesmos os mais tímidos participaram de alguma maneira, e a falta de supervisão direta de uma orientadora, deu um senso de responsabilidade muito maior do que já havíamos experimentado e nos deu uma perspectiva de como será lidar com uma turma, sem a "proteção" que o orientador oferece. E para encerrar podemos dizer que ver a alegria dos alunos durante a aula e no fim da mesma (após o jogo, que se encerrou de maneira exemplar), nos deu um sentimento de trabalho bem feito, que em parte concretizou nossa vontade de seguir a carreira de educadores.


sábado, 3 de julho de 2010

Crescimento e amadurecimento




Quem, entre aqueles que liam e gostavam dos gibis da Turma da Mônica, como eu, não pensaram: "Como seria legal ler uma história com todos mais velhos" ou "Quantas vezes a Mônica vai comemorar seu aniversário de 7 anos"? Em 2008 a Editora Maurício de Sousa lançou a Turma da Mônica Jovem, que atende aos sonhos de todos os fãs da Turminha. Essa nova proposta traz histórias adaptadas ao estilo mangá - que visivelmente agrada mais essa nova geração de crianças, adolescentes e jovens - portanto utiliza uma linguagem, tanto visual quanto escrita, bastante diferente do que os leitores estavam acostumados. É realmente uma proposta ousada e inovadora! Além disso, é muito interessante ver como o desenho das personagens mudou sem perder algumas características individuais que nos encanta em cada uma e ajuda a identificá-las.

Esse novo estilo pode ser aproveitado pelos professores de Biologia que querem trabalhar com alterações hormonais antes e durante a adolescência. A primeira edição da série destaca no seu início todas as mudanças psicológicas e físicas que ocorreram com a Mônica, o Cascão, a Magali e o "Cebola" (não mais Cebolinha!!). No Guará, utilizamos a história "Onze coisas que as garotas amam!!", que em seu enredo tem uma parte em que a mãe da Mônica explica sobre o que são os hormônios e as consequências de sua atuação no corpo das adolescentes. Então, fizemos a leitura dessa história com os alunos, pedindo voluntários para ler as falas de uma personagem específica, introduzindo assim o assunto de hormônios e ciclo menstrual que tratamos depois em uma aula expositiva.



Foi a primeira vez que usamos uma história em quadrinhos no Guará, o que provocou agitação entre os alunos, que além de se interessarem pelo conteúdo, ainda gostaram de ver o que aconteceu com a nossa tão querida Turminha.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Criação de quadrinhos

O projeto Biologia Animada procura utilizar diversos tipos de mídias para ensinar Biologia. Entre estas mídias estão as histórias em quadrinhos (HQs), úteis para nós porque levam aos alunos um mundo ilustrado e colorido, com diálogos simples e divertidos. Porém, elas normalmente são menos exploradas devido à dificuldade de encontrar histórias prontas que abordem o conteúdo que se deseja utilizar em sala de aula. No Guará mesmo, nós trabalhamos com Embriologia e estamos achando difícil encontrar HQs com mulheres grávidas (inclusive aceitamos sugestões ^^). Por isso, muitos de nós já pedimos para que os próprios alunos produzam algum tipo de história em quadrinhos relacionadas com os conteúdos dos cursos, pois assim, além de solucionar as dificuldades citadas acima, ainda estimulamos a criatividade destes alunos.

 
Pensando nessas situações em que pedimos aos alunos para produzir, venho trazer algumas sugestões de ferramentas para a criação de quadrinhos. As ferramentas atuais são amplas, basta pesquisar no Google para verificar. O site Baixaki, por exemplo, oferece várias sugestões de programas que podem ser baixados no próprio site, além de outros mecanismos de criação de quadrinhos on-line. Uma das sugestões que ele oferece é o site Pixton. Esse site é revolucionário para todos aqueles que não tem habilidade em desenhar, pois permite a criação de personagens e a edição das características e das expressões faciais e corporais desses personagens. Você pode, por exemplo, usar o mesmo personagem em quadrinhos seguidos, e com apenas um clique mudar suas expressões. Uma das limitações desse site é que ele fica sempre oferecendo alguns itens de desenho para comprar, porém é possível criar histórias excelentes com os itens gratuitos. Abaixo tem um exemplo de quadrinho que eu criei usando o PIXTON. Saiba mais sobre os recursos do Pixton aqui.

 
 
Mas eu aconselho que antes de incentivar os alunos a começarem a produção, devemos orientá-los sobre algumas regras básicas dos quadrinhos. No site Divertudo podemos encontrar uma animação com algumas dessas regras. Uma dica que não é comentada nesse site é sobre o fluxo de leitura dos quadrinhos, que é uma das regras mais importantes. Por convenção, os quadrinhos ocidentais (pois os mangás são diferentes nesse quesito) são sempre orientados e lidos da esquerda para a direita e então de cima para baixo. Os próprios leitores já internalizaram essas regras, e as seguem sem perceber. Para balões de fala também há um fluxo internalizado: a primeira fala vem acima, e as seguintes em baixo, na ordem, mesmo que o primeiro personagem a falar seja o da direita. Tudo isso para evitar configurações confusas de leitura, como a exemplificada abaixo:

 

 
Para dicas como a acima e para quem tiver interesse em se aprofundar na fabricação de HQs, um livro que ensina algumas dicas de forma dinâmica é o "Desenhando Quadrinhos" de Scott McCloud. Este livro ensina a:
  • Escolher os momentos certos para dar clareza e força a suas idéias;
  • Enquadrar ações e guiar os olhos do leitor ao longo das páginas;
  • Escolher palavras e imagens que se intercomuniquem;
  • Criar personagens variados e atraentes;
  • Dominar a linguagem corporal e as expressões faciais;
  • Criar mundos ricos e críveis para seus leitores explorarem;
  • Escolher as ferramentas certas para você;
  • Navegar pelo vasto mundo de estilos e gêneros de quadrinhos.

 
 
Claro que não podemos subestimar os quadrinhos criados à mão e não podemos desestimular aqueles que quiserem fabricar suas histórias dessa maneira. Porém para aqueles que não tem habilidades para desenhar e a criatividade borbulhando, as dicas acima são muito válidas.

 

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Andamento do projeto Pibid no Paranoá em turno contrário às aulas dos alunos

Toda segunda feira das 14h às 18h no C.E.M 01 do Paranoá acontece o projeto PIBID em turno contrário. Neste projeto, além dos alunos verem a biologia através de diversas mídias (literatura, filme, desenho, quadrinhos), ao final do curso, eles mesmos irão produzir uma mídia com algum tema biológico. O apoio ao projeto é feito pela Capes (bolsas e recursos), CESPE (certificados, lanche dos alunos), Secretaria de Educação (almoço dos alunos). Agradeço à locadora Clube do Vídeo (308sul bloco B loja 34) pela parceria e fornecimento dos vídeos para o projeto.


Como eu já havia postado aqui no blog, dia 31/08 fizemos a abertura do Pibid no C.E.M. 01 do Paranoá com o filme "Óleo de Lorenzo". No encontro seguinte (14/09) fizemos o debate do filme falando dos diversos temas biológicos abordados, tal como genética, bioquímica, fisiologia e até a visão de cientista. Explicamos conceitos trazidos pelo filme e debatemos questões éticas. Discutimos sobre quem é um cientista e quem pode sê-lo. Usando fotos de práticas de genética expliquei como fazemos citogenética e eletroforese em laboratório e tentei tornar a genética algo um pouco mais palpável aos alunos.


Dia 21/09 começamos a trabalhar os conceitos de evolução com um documentário da Scientific American sobre Darwin e paramos o filme em alguns momentos para falar sobre a vida de Darwin e os conceitos complexos de evolução, seleção natural e adaptação ao meio.
Dia 28/09 tivemos o prazer de receber a diretora de teatro Cláudia Leal que está apresentando a peça Nas Bagagens de Darwin em várias escolas públicas do DF para que esses alunos possam ter um contato com o teatro e ver um pouco de como foi a vida de Darwin. Ela deu uma palestra para os nossos alunos sobre como produzir teatro, falou com empolgação da aventura de interpretar um personagem, falou de cenário, luz, sonoplastia e todas as coisas que fazem parte do teatro e, obviamente, falou sobre a produção da peça sobre a vida de Darwin. E neste mesmo dia fizemos a apresentação do filme Gattaca.



Dia 05/10 tivemos a presença do escritor brasiliense Nicolas Behr que fez uma palestra sobre a produção de literatura, mais especificamente de poesia. Falou a dificuldade de se publicar um livro e da opção de se fazer um livrinho (almanaque, livreto, micro-antologia) para a divulgação do trabalho do poeta. Ele recitou vários poemas dele sobre Brasília e fez várias perguntas aos alunos sobre o cerrado e a história de Brasília, sendo que quem respondia ganhava um livro dele. Ao final, todos ganharam uma micro-antologia do Nicolas Behr e ele autografou os livros.
No mesmo dia tivemos também a presença do professor Marcio Poças do departamento de Genética e Morfologia da UnB e dá aulas de genética, práticas de genética e genética no cinema na UnB. Ele fez uma palestra maravilhosa sobre genética: falou sobre os genes, as formas de expressão deles e o filme Óleo de Lorenzo. Desenhou a pia com as torneiras e o ralo para explicar a bioquímica mostrada no filme, e mostrou como é o processo de herança de uma característica ligada ao X. Tirou dúvidas de genética e sobre o filme. Foi uma experiência maravilhosa para os alunos - que não costumam ter contato com pesquisadores - e para o próprio professor - que não costuma falar sobre genética com alunos ensino médio.



Dia 19/10 eu falei sobre histórias em quadrinhos, sobre como o desenhista, tradutor, editor e artista fazem diferença na história em quadrinhos. Falei dos universos Marvel e DC e da grande diversidade de história em quadrinhos que existe, desde os personagens ao tipo de história. Os alunos leram uma história em quadrinhos com a origem do Noturno (Revista: Origem dos super-heróis Marvel. Marvel Comics 8. Outubro 1999. Editora Abril) e a partir desta história em quadrinhos, trabalhamos temas ligados a mutações e evolução. Trabalhamos também questões éticas e preconceito. Depois, dividimos a turma em três grupos: teatro, literatura e cinema para eles trabalharem no projeto final, onde eles deverão produzir esta mídia com algum assunto biológico.

O grupo de teatro irá fazer uma peça sobre fecundação e síndrome de Down, o grupo de literatura irá produzir um livro de poemas com temas biológicos e o grupo de cinema irá fazer um documentário sobre doenças degenerativas....
Então, resumindo, após dar uma base de conceitos biológicos para os alunos, esperamos que eles produzam ótimas mídias. Nós manteremos vocês informados sobre o que acontece no Paranoá...
Até a próxima.

Sofia Bethlem (Paranoá)